sexta-feira, dezembro 29, 2006

Os tempos correm como loucos e lá vai mais um ano. A inexorável marcha do tempo que nos deixa para trás. Bem, como se a meia noite do dia de ano novo não fosse igualinha às outras. Somos génios de proformas! No Natal é com a família pois o ano novo é para os amigos... o resto do ano somos zombies.
Bem, tentando não dar tiros nos pés, desejo-vos um bom acompanhamento da marcha inexorável do tempo!

terça-feira, dezembro 26, 2006

"Trás a tua melhor faca para cortarmos isto em dois... e amanhã esquecer"
Pelo menos até outro amanhã.

quarta-feira, dezembro 20, 2006

Tempos estes

Estamos sempre a pedi-las. Pensa-se em fazer aquilo que não se deve, pondera-se, volta-se a pensar. Não, não porque isto e porque aquilo. Sim, sim porque isto e porque aquilo. Estou baralhado. Pensa-se que o que não se deve fazer está mal, porque está. Mas se está mal porque é que se tem um impulso forte em fazer asneira? Talvez porque por momentos esqueçamos tudo aquilo que nos rodeia e voltemos à selva!

Pensando bem, não há altura mais individualista e em que exarcebemos mais o espírito do "estás na selva pega em paus" que o Natal. A busca do presente perfeito faz com que façamos um Natal para cada um de nós. Cada individuo está incutido pelo seu próprio espírito de dar e receber, estando-se nas tintas para o outro que co-habita com ele nas grandes superficies comerciais! Qualquer um dos compradores fraternos tornar-se-á sélvatico se alguém se intrometer entre o próprio e a sua prenda.

Pensemos no slogan do dar para receber e vamos lá descobrir que só damos para receber! O Natal está assim na base de toda a ecónomia de mercado.

quinta-feira, dezembro 14, 2006

Baseline

Estou em screen saver. O meu metabolismo está a queimar só as oses necessárias para mexer os dedos e manter as funções vitais. Com este ritmo, gastaria o equivalente a umas 3 gomas ursinho/dia, tornando-me assim num ser humano bastante económico. O meu cérebro recorre já a um disco externo e a uns quantos "post-it's"estando subcarregado a processar zeros e uns, na escala do bit.
Este seria o estado normal. Que há mais para fazer? À exepção do pessoal que trabalha na fábrica de gomas aos outros restaria vegetar! Isso e em vez de me levantar para falar com o colega na ilha em frente, gastar a energia para telefonar. Assim é que se faz, é o proforma das coisas. Entro às nove, saio às seis, telefono para alguém a 5 metros e consulto bebo o café depois de almoço...
Manual das pessoas normais: 17€ com oferta do best seller: Sei lá, ou qualquer obra do Paulo Coelho.

quarta-feira, dezembro 13, 2006

Enrabadinho...

Vou comprar um carro. Sempre que falo disto penso num processo sem fim, muito complicado e que há de acontecer um dia. Realmente chateia-me aquele corre corre de documentos... um recibo da água certidão disto, pagamento para aquilo. Por mim, pegava num molho de notas e dizia: "é aquele faz favor". Não tenho o molho de notas mas mesmo que o tivesse de certo ele me perguntaria por um documento tramado qualquer. Ah pois claro, com certeza... tem ai o certificado que comprova que era membro do clube de xadrez no 7º ano? E claro que também vai precisar do detector da via verde e dos recibos dos parque cobertos. Também é preciso a sua certidão de nascimento e prova de que nunca molestou animais.
Mas porque tanta desconfiança? Tantaa devassa da vida pessoal? Razões canhotas de lado, se eu não pagar fell free to claim the car back! É simples! Eu é que devia desconfiar, olhe lá, eu vou querer ver o seu cadastro, o livro amarelo e por favor, wip that false smile off your face! E não vou traduzir.
Temos como certo que seremos enganados... estamos nos rápidos e a nossa única escolha é a forma como aterramos depois de cair da cascata!

quarta-feira, dezembro 06, 2006

Vidro velho vira novo

Há uma sofrega necessidade pelo original. Tanta tanta, que posso dizer que já é normal ser-se original, já se torna banal. Se eu for banal, como toda a gente é original eu torno-me verdadeiramente original sendo simplesmente banal. Mas, como todos são originais que tenho eu de fazer para ser banal? Neste mundo de originais o banal é ser original mas, eu quero ser banal, logo sou original!
Este é o resultoda dum qualquer fala-escreve. Isto para dizer queo que parece ter alguma piada enquanto oculto deixa logo de o ter ao ser esgravatado. Qualquer coisa hoje em dia é estanpado em T-shirts ou em canecas do leite.
Mesmo a literaturas blogueana.
Eu bem tento fugir ao banal, tento ser original, mas sou mesmo na realidade banal. O que até é bom, pois o banal é original!
"Preciso de falar em certos assuntos para me sentir normal!"

segunda-feira, dezembro 04, 2006

bixaniches

Não gosto nada que se ponham a bixanar à minha frente. Cada vez há mais segredinhos, segredinhos de estado. Se fossem expostos seriam por certo ridículos, minha nossa. Mesmo assim, sendo informações que nada de proveitoso acrescentariam à minha base de dados, mesmo assim é irritante como a porra. Infelizmente nos dias que passam não posso dizer tudo o que me passa pela cabeça... é outra forma de estado novo. Vou-me tentando convencer que sou eu que estou a rir e faço o que eles querem por escolha minha - eu é que estou a enganá-los!
Ontem levei uma alfinetada. Mas que alfinetada. Foi mesmo bem dada, na altura certa...