Estamos sempre a pedi-las. Pensa-se em fazer aquilo que não se deve, pondera-se, volta-se a pensar. Não, não porque isto e porque aquilo. Sim, sim porque isto e porque aquilo. Estou baralhado. Pensa-se que o que não se deve fazer está mal, porque está. Mas se está mal porque é que se tem um impulso forte em fazer asneira? Talvez porque por momentos esqueçamos tudo aquilo que nos rodeia e voltemos à selva!
Pensando bem, não há altura mais individualista e em que exarcebemos mais o espírito do "estás na selva pega em paus" que o Natal. A busca do presente perfeito faz com que façamos um Natal para cada um de nós. Cada individuo está incutido pelo seu próprio espírito de dar e receber, estando-se nas tintas para o outro que co-habita com ele nas grandes superficies comerciais! Qualquer um dos compradores fraternos tornar-se-á sélvatico se alguém se intrometer entre o próprio e a sua prenda.
Pensemos no slogan do dar para receber e vamos lá descobrir que só damos para receber! O Natal está assim na base de toda a ecónomia de mercado.
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