quarta-feira, janeiro 10, 2007

Tudo corre sobre carris

Quando as coisas correm como prevemos poderá querer dizer que é bom. Diria antes que é uma prova que pelo menos estamos conscientes do que nos acontece, das nossas acções, das nossas capacidades mas, também e mais importante, das nossas limitações. Ficamos logo a saber onde é que acaba o Homem e começa o divino. Como nos jogos viciados, dificilmente se vencem, também onde o divino entra, o homem dificilmente mexe. É uma luta engraçada, pois a subtileza não está em como se desenrola o jogo mas sim nas condições do mesmo. È como se estivéssemos a jogar num campo inclinado na direcção da nossa baliza, ou se jogássemos com os atacadores atados entre os pés…

Pois, não chegaste ainda lá, sabemos que tens os pés e mãos atadas mas devias mesmo assim ter conseguido. É oficial, é o protelado. Quando uma acção é justificada por uma não razão não deve ser considerada… mas tem de ser aceite.

Pelo menos as coisas correm como se estava à espera e dá, ainda que pouco, uma sensação de conforto.

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