Através dos tempos fui dominando a fina arte de reconhecer uma neura. Quando não sabemos bem porque estamos assim dizemos que é a neura. Arranjámos o bode expiatório perfeito, só suplantado pelas enxaquecas e pelos nossos fies amigos, quando lhes pedimos sem qualquer receio para que confirmem a nossa história. Quantas vezes recebi um telefonema que do outro lado a informação era esta: “Para que conste, hoje estive a tarde toda na tua casa a jogar computador, pode ser CM.”.
A neura é assim. Existe per si sem precisar de outra qualquer razão. E todos os outros respeitam isto. Mas que tens pá, dói-te a barriga? Não sejas maricas… ah, ‘tás com a neura, ok, então não te chateio mais. A neura é aquela bola a quem nós chutamos com a maior força que tivermos, a velha almofada que recebe o nosso melhor golpe de direita seguido do uppercut, o grito para dentro do saco mas, com a diferença que é à descarada.
O tipo hoje está com a neura, não lhe digas nada. Passa-se alguma coisa? Está com a neura, ah ok, está com a mosca, acontece. Pois é abateu-se-me a neura, portanto não me digam nada.
A neura é assim. Existe per si sem precisar de outra qualquer razão. E todos os outros respeitam isto. Mas que tens pá, dói-te a barriga? Não sejas maricas… ah, ‘tás com a neura, ok, então não te chateio mais. A neura é aquela bola a quem nós chutamos com a maior força que tivermos, a velha almofada que recebe o nosso melhor golpe de direita seguido do uppercut, o grito para dentro do saco mas, com a diferença que é à descarada.
O tipo hoje está com a neura, não lhe digas nada. Passa-se alguma coisa? Está com a neura, ah ok, está com a mosca, acontece. Pois é abateu-se-me a neura, portanto não me digam nada.
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