terça-feira, fevereiro 06, 2007

Os cães ladram...

Entrámos Fevereiro a dentro. As folhas ainda não nasceram mas já se notam os dias maiores. É por estas alturas então que volto a pensar na Natureza das pessoas, potenciado por um qualquer acontecimento. Tempos houve em que se diziam ser as relações, acima de ligações de amos, contractos para a vida, em que os serviços domésticos e o criar das crias era trocado por uma estabilidade financeira mais ou menos estável. Como num contracto que agrada a duas partes, ele mantêm-se até que as partes se sintam satisfeitas. Podia não ser totalmente assim mas, o que também é verdade é que tirando aquele contracto, não se apresentava grande alternativa às partes.

Hoje em dia o amor continua a ser na maior parte das vezes, uma partilha de interesses e necessidades. Parece-me que a pólvora não foi redescoberta mas por vezes, o mais óbvio parece ser o menos visível. Ora, quando as necessidades e interesses não são satisfeitos as coisas começam a correr mal. Nestes contractos parece ser inevitável a quem dá a vontade de receber e quando se dá com a expectativa de receber, há a possibilidade de tudo correr mal. O amor associado à cabana muitas vezes parece começar ser verdade mas depois, há sempre alguém que acha que seja necessário ar condicionado, um plasma, um lugar de estacionamento, um robot de cozinha…

Exagero, ridicularizo, mas fico triste sempre que vejo edificações centenárias ruir, serem abandonadas, não por mim, mas por quem as construiu. Mas os cães ladram e a caravana passa…

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