Este sábado participei na recolha de alimentos do Banco alimentar contra a fome. Não posso mentir e digo-vos que não fui por iniciativa própria, não sou querido e fofinho e preocupado com todos os pássaros que caem do ninho.
Gostei. Foi diferente. Não sabia como ia ser, afinal foram 5 horas e tal do sábado que foram ao ar! Mas rendeu. Uma tarefa despreocupada e afastada de preocupações que não sejam tentar ajudar. Verdade seja dita que as pesoas que ali estão, estão para ajudar e não fazem intenção nenhuma de se aproveitar do que quer que seja. Para isso também contribui o facto de se estar a lidar com comida e não com dinheiro! Para onde vão os alimentos, se são bem distribuidos se isto ou aquilo não sei! O que eu sei é que as pessoas que estiveram ali naquele dia o estavam com a intenção de ajudar.
As pessoas por seu lado, são livre de contribuir para este banco. Quem ache que aquilo é tudo uma valente palhaçada e que a comida não chega onde deve ou porque pura e simplesmente não querem, não dão. esta atitude tem de ser tão respeitada como a de contribuir. O que eu acho piada são as desculpas das pessoas que simplesmente nao sabem dizer que não. Desde de não vou fazer compras, já dei, vou só ali buscar uma coisa, dou amanhã... Quem não quer dar não dá! Mas as pessoas vêem os voluntários como pequenas consciências que corroem as suas. Engraçado.
Mesmo que possamos desconfiar se a comida chega mesmo a quem precisa, não é por um pacote de arroz ou massa que ficamos mais pobres ou mais ricos. Se for, ai temos a principal razão deste banco. Por vezes as coisas não se passam muito longe de nás e talvez haja muito mais pessoas a passar fome no nosso país do que pensamos.
Fiquei contente de ter participado e é isso que conta. Acho que todos que participam o fazem com gosto. De certo uma parte significativa chegará a quem precisa (estou convencido que sim, não é dinheiro) e estaremos a ajudar, o que sabe sempre bem.
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