quinta-feira, janeiro 19, 2006

Dois lados de uma mesma barricada.

Uma breve visita a um hospital privado deixou-me um pouco apreensivo. Acho que até se pode usar a palavra triste. Há uns tempos tinha estado na urgência do Amadora-Sintra. Mas o que me terá passado pela cabeça? Pois, também não sei, pensei: "Isto é mesmo aqui trás de casa, não deve ser assim tão mau!". Há coisas piores por certo. Cair de cabeça num vulcão deve ser pior... talvez um banho de sol nas encostas do monte Etna também não seja melhor! A verdade é que as pessoas se amontoam por ali. Agora hà a triagem, que de tão rápida ficamos a pensar que aquilo realmente funciona. Puro engano. Passam os minutos, as horas... a areia vai passando dum compartimento para o outro da ampulheta sem que consigamos reter o número de vezes... 20, 30? ou eram 40?. Hospital privado: tudo diferente. Muito bem, a qualidade paga-se. Os serviços pagam-se. Até a Santa Casa da Mesericórdia não é assim tão santa, tão pouco mesericordiosa! Mas estamos a falar de cuidados básicos. Quem tiver posses pode facilmente tratar uma qualquer maleita com um estalar dum dedo, enquanto quem não pode, nem os dedos podem estalar pois o braço foi amputado: a unha do mindinho estava infectada! O exagero aqui é propositado para que, mesmo não pdendo fazer nada, relectamos nestas coisas que por vezes demais nos passam ao lado.
Acho que ainda aqui não falei de futebol. Ainda não vai ser agora, mas para breve. Não é este um blog bairro-altista...

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