segunda-feira, janeiro 09, 2006

Nem tudo o que luz...


Com o avançar dos tempos, há alguns conhecimentos que deviam ser actualizados. Falo especificamente das dicas que regulam a nossa conduta, o nosso instinto. Muita gente guia-se pela máxima da primeira impressão, ou seja, a primeira impressão é que conta. Esta máxima acho que carece duma actualização pois os tempos mudaram. Com o fácil acesso aos meios de informação e com um maior nível formação cada vez mais as primeiras impressões podem ser enganadoras.

Acho que quem consegue enganar pela positiva numa primeira aboradagem algum mérito terá, pois pelo menos tapou o sol com uma peneira de crivo pequeno. Mesmo assim, há logo alguns sinais. É como olhar para um carro importado em segunda mão, com bom aspecto, 2 anos e vemos que o conta quilómetros acusa uns virginais 40 mil Km.

A porca troce o rabo quando apanhamos sempre com as mesmas histórias, quando todas as situações tiveram semelhante num familiar ou num amigo, que por acaso é director disto ou daquilo. Depois há sempre aqueles hobbys de desconfiar. Adoro ir ao teatro. Percamos um tempo aqui. O que se diz adorar não é teatro, é ir ao teatro. Tornou-se moda gostar de ir ao teatro. As pessoas que gostam de ir ao teatro vão à ticketline e à fnac. Vão às peças que são anunciadas na Lux, e aquelas que têm ex participantes dos morangos com açucar. Quando lhes perguntam se querem ir ao teatro, um sim é a resposta, porque gostam de ir ao teatro. Acho que a resposta mais normal seria:"Ver o que?". Depois há a literatura, a música menos conhecida... vou perder mais umas linhas aqui.
A música é um item engraçado. Ao contrário do teatro no qual se procura um já viste? Ah eu também, na música espera-se um não conheces? Tens de ouvir. Os nomes de grupos sucedem-se, carcamandle, pacific troops, one lick away... e outros podiam ser aqui mandados. Como vêem até eu podia saber de música! Os estilos fundem-se, drum'n'base, electronic indie, underground soul rock... há para todos os gostos, é só escolher.

A prova final é quando se identifica o monómero deste imenso polímero, daí a primeira impressão poder ser insuficiente, pois esta cassete pode ser de tamanho variável, bem como tocar em diferentes velocidades, sentidos e composições.

Parece complicado mas quando se lhe apanha o jeito é motivo para umas sinceras gargalhadas!

Boa caça

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