quarta-feira, março 07, 2007

Passa-me ai essa vida, sff

Como vocês sabem as pessoas e os seus comportamentos fascinam-me. Não é o indivíduo só em si que me fascina, antes mais os grupos.

Há um grupo deste em que os seus elementos mudam de vida dum momento para o outro. Não me refiro a apostadores em jogos de fortuna, que acertam numa qualquer chave vencedora. Antes penso naqueles que, por via de relação amorosa, transpões a sua vida para a vida do outro. O que é engraçado, é que falam como se aquela tivesse sempre sido a sua vida. Os amigos mudaram, os sítios mudaram, os sabores e os cheiros… É a transposição de realidades. Fazem um copy da sua vida, e depois um paste special do conteúdo que trazem. Cola-se o conteúdo mas no formato do outro.

Penso que haverá um bom punhado de razões para isto acontecer mas, respeitando-as, não posso deixar de achar o resultado final triste. Ainda por cima, parece ser algo não muito sólido, são relações que se tentam impor ao tempo. A imagem que me vem à cabeça é uma calcificação deficiente dum osso partido. Quando feito à pressa, a zona fica hipercalcificada e irregular. Não tanto pela forma, será mais fácil de partir assim.

Este grupo parece sentir-se mais seguro pois a vida transposta parece já ter rotinas e mecanismos o que no dia a dia dão um jeitasso!

terça-feira, fevereiro 27, 2007

Instantes...

Na caminhada matinal até ao comboio passei por um quiosque que tinha um expositor na rua. Para além duma imensa panóplia de jornais e revista, esteve também exposta uma das milhentas colecções “Planeta Agostinni”. Desta feita era de carros campeões de rallis, ou melhor, antigos campeões de ralli. É um florescer dum novo negócio: as coisas do nosso passado. Com a melhoria das condições de vida, emerge uma nova geração que teve na sua maioria uma infância feliz e farta. Esta geração tem agora condições para se lambuzar em tudo aquilo que os pais não lhe compraram. A cárie prospera!

São imensas as colecções de DVDs de séries dos anos 80 que nos fazem suspirar. Mas agora já temos o poder de concretizar os nossos desejos infantis. E cá vamos nós, com a desculpa de que é para os mais pequenos, comprar os desenhos animados que mais gostávamos, para ver em repeat.

Obrigamos assim os putos a ver aquilo que eles não gostam para que nós tenhamos uma desculpa para ver, alimentando nós assim uma indústria florescente de prestadores de serviços a pré adultos frustrados da infância passada!

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

Onde pensas que vais?

Que acham que acontece quando se pensa? É claro que por detrás da maior parte dos nossos actos está um pensamento. Claro que pensamos agir como nos é apresentado pelo nosso cérebro, resultado duma amálgama genética e de experiências. Não é bem por ai que eu quero ir. Ora vejamos: alguém me diz algo e eu, independentemente de quem é esse indivíduo penso no que ele disse. Articulando o meu pensamento com a informação por este fornecida vou desencadear uma reacção. É a esta reacção que eu quero chegar.

Salta desta ponte amigo, sem olhar para baixo, sem qualquer protecção que eu te garanto que nada de mal te acontecerá. É um exemplo forte mas aqui o uso mais num reforço da ideia. Parece-me claro que o John Doo não irá saltar, a menos que não seja o John Doo e seja o Odie, comandado pela voz doce de Garfield. Aproveitando-me da comparação, tenho por ai visto alguns Odies, talvez em número suficiente para me questionar se o mundo é duma qualquer irmandade de Odies… Penso, logo arranjo problemas. As pirâmides parecem ter um problema com não Odies e eu pensando até consigo perceber porquê. Imaginem uma térmita a questionar as pistas químicas… Jovens companheiras, a mensagem de baba diz que por ali há comida mas também sabemos que por ali há um não menos querido papa-formigas. Temos de fazer opções!

A questão e a dúvida em prol do esclarecimento cabal da informação com vista a uma acção é totalmente tolerada, mais incentivada. O pensamento em relação aos dados contidos numa comunicação e a possíveis actos que daí resultem não é encorajado.

Soldados, peguem nas vossas espingardas enferrujadas, desencravem as baionetas e marchem sobre o inimigo super equipado!

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

O Castelo... uns anos depois

Uma vez li um livro do Kafka (rapaz bastante apanhadinho do clima) que falava dum castelo e duma vila no seu domínio. A certa altura aparece uma personagem, um tal agrimensor que viria supostamente para trabalhar no castelo. Mas não se sabe bem porque, nem por quem, é tudo meio nebuloso. O que é engraçado é que nem o próprio sabe ao que vem é aliás o que sabe menos. A princípio um tipo pensa ser aquele um raio dum livro escrito por um tipo completamente queimadinho (true!). Mas vendo mais além, acho agora o livro genial. Tudo se passa num nível quase extra dimensional, tocando-se as várias realidades quase por acaso. O que é engraçado é que os diferentes níveis não só pensam que se movem no mesmo como esperam que tudo entre eles seja transposto da mesma forma quando só aquele pequeno ponto de intercepção é igual.

Aparentemente tal castelo e tal personagem nada têm a ver com a realidade mas, passados uns anos, vejo que aquele louco era mesmo um génio!

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

Vens ou ficas?

Se eu sou uma bela gazela e se me cheira a gato, por certo não será persa! Mesmo que ouça um doce ronronar sei que me tenho de pôr a milhas. E aqui vou eu! Enquanto corro e dou saltos que mostrem ao gatito que estou no pleno poder das minhas forças vejo que o ronronar deu lugar a uma vontade imensa de me tirar um bife. Corri.

Ofegante, chego a uma zona de verdes pastos onde alguns da minha espécie se apascentam calmamente, ignorando completamente a minha desventura com o gato. Retomo o fôlego e meto conversa com um da minha espécie, bem que erva tenra, pois é mas aquela ali é melhor, debaixo daquela sombra. Que tipo fixe, ainda bem que se pode confiar nos da mesma espécie pois já há gatos a mais por ai! Desloco-me para a sombra, que visão, parece ser mesmo a erva mais fresca, onde passa um fino regato. Baixo-me para provar e vejo então que já não tenho chão por debaixo de mim…

Muá ah ah, devias saber, estás na selva!

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

Atenção: Radar

Sempre concordei com a lógica do radar –> foto –> multa. Acho uma imbecilidade os radares ligados aos semáforos que em nada não servem o intento. É certo que aquilo dispara e os condutores são assim lembrados, por via duma paragem forçada no sinal luminoso, que a velocidade não se coaduna ao local em questão. Mas isto não tem resultados práticos… non praxis! Muitas vezes quem faz disparar o sinal passa incólume ficando os labregos lá parados. Depois, que garantia há que o tipo que vai em excesso de velocidade respeita esta sinalização que não mais faz que o obrigar a parar numa recta sem entroncamentos. Por último há a razão ambiental e de sanidade mental. É mais prejudicial ao ambiente o pára/arranca e põe logo um tipo em parafuso ser obrigado a parar porque um menino se lembrou de pisar o acelerador. É o princípio de justiça de jardim infantil, por um pagam todos mas, neste caso os outros condutores não o podem apanhar o outro tipo num canto do recreio e enchê-lo de porrada!
Fazem merda, sorriam que a conta vai para casa! Não temos de estar a levar com a trampa dos outros e a tornar as deslocações em vias como a marginal semelhantes a deslocações de metro!

Gosto do nevoeiro. O desconhecido oculto na bruma… Todos aqueles rolos de humidade que nos deixam de sobreaviso, de sentidos alerta! É algo que aprecio pois normalmente quando o nevoeiro levanta, o tempo fica óptimo. É como que de uma prenda se tratasse.

terça-feira, fevereiro 06, 2007

Os cães ladram...

Entrámos Fevereiro a dentro. As folhas ainda não nasceram mas já se notam os dias maiores. É por estas alturas então que volto a pensar na Natureza das pessoas, potenciado por um qualquer acontecimento. Tempos houve em que se diziam ser as relações, acima de ligações de amos, contractos para a vida, em que os serviços domésticos e o criar das crias era trocado por uma estabilidade financeira mais ou menos estável. Como num contracto que agrada a duas partes, ele mantêm-se até que as partes se sintam satisfeitas. Podia não ser totalmente assim mas, o que também é verdade é que tirando aquele contracto, não se apresentava grande alternativa às partes.

Hoje em dia o amor continua a ser na maior parte das vezes, uma partilha de interesses e necessidades. Parece-me que a pólvora não foi redescoberta mas por vezes, o mais óbvio parece ser o menos visível. Ora, quando as necessidades e interesses não são satisfeitos as coisas começam a correr mal. Nestes contractos parece ser inevitável a quem dá a vontade de receber e quando se dá com a expectativa de receber, há a possibilidade de tudo correr mal. O amor associado à cabana muitas vezes parece começar ser verdade mas depois, há sempre alguém que acha que seja necessário ar condicionado, um plasma, um lugar de estacionamento, um robot de cozinha…

Exagero, ridicularizo, mas fico triste sempre que vejo edificações centenárias ruir, serem abandonadas, não por mim, mas por quem as construiu. Mas os cães ladram e a caravana passa…

terça-feira, janeiro 30, 2007

Através dos tempos fui dominando a fina arte de reconhecer uma neura. Quando não sabemos bem porque estamos assim dizemos que é a neura. Arranjámos o bode expiatório perfeito, só suplantado pelas enxaquecas e pelos nossos fies amigos, quando lhes pedimos sem qualquer receio para que confirmem a nossa história. Quantas vezes recebi um telefonema que do outro lado a informação era esta: “Para que conste, hoje estive a tarde toda na tua casa a jogar computador, pode ser CM.”.

A neura é assim. Existe per si sem precisar de outra qualquer razão. E todos os outros respeitam isto. Mas que tens pá, dói-te a barriga? Não sejas maricas… ah, ‘tás com a neura, ok, então não te chateio mais. A neura é aquela bola a quem nós chutamos com a maior força que tivermos, a velha almofada que recebe o nosso melhor golpe de direita seguido do uppercut, o grito para dentro do saco mas, com a diferença que é à descarada.

O tipo hoje está com a neura, não lhe digas nada. Passa-se alguma coisa? Está com a neura, ah ok, está com a mosca, acontece. Pois é abateu-se-me a neura, portanto não me digam nada.

quarta-feira, janeiro 10, 2007

Tudo corre sobre carris

Quando as coisas correm como prevemos poderá querer dizer que é bom. Diria antes que é uma prova que pelo menos estamos conscientes do que nos acontece, das nossas acções, das nossas capacidades mas, também e mais importante, das nossas limitações. Ficamos logo a saber onde é que acaba o Homem e começa o divino. Como nos jogos viciados, dificilmente se vencem, também onde o divino entra, o homem dificilmente mexe. É uma luta engraçada, pois a subtileza não está em como se desenrola o jogo mas sim nas condições do mesmo. È como se estivéssemos a jogar num campo inclinado na direcção da nossa baliza, ou se jogássemos com os atacadores atados entre os pés…

Pois, não chegaste ainda lá, sabemos que tens os pés e mãos atadas mas devias mesmo assim ter conseguido. É oficial, é o protelado. Quando uma acção é justificada por uma não razão não deve ser considerada… mas tem de ser aceite.

Pelo menos as coisas correm como se estava à espera e dá, ainda que pouco, uma sensação de conforto.

sexta-feira, janeiro 05, 2007

A primavera parece querer despertar. Embora alguns a tentem abafar ela consegue sempre vir ao de cima, tipo azeite. Não penso que o mesmo se passe com as mentiras. Já alguém o disse que uma mentira repetidamente reafirmada passa a ser verdade, passa a ser uma realidade montada e por vezes, tão desejada que parece ultrapassar toda a realidade anterior.

Ao contrário de que se possa pensar, nem todos os jogadores perdem, nem todos os maus são apanhados e, acima de tudo, poucos são os filhos da puta (tinha escrito intrujões mas é mesmo este o nome que quero aplicar) que são desmascarados. Eu posso dizer que sim mesmo sendo não. Se repetir o sim muitas vezes ele fará uma ressonância tal que ofusca o não, de tal maneira que a páginas tantas já nem sabemos o que temos em mãos. É como aqueles números de telefone que usamos tantas vezes que já nos parecem impressos como marcas dum ferro de coudelaria. Mas, deixado de ser usado, ele é rapidamente esquecido… ah pois é, é isso. Alguém nos aventa uma combinação de números que funciona como catalizador e então, dá-se o efeito de túnel, dando-se a reacção com uma barreira de energia menor.

Tento sempre pautar-me pelo contrário de tudo aquilo que escrevi. Tenho conseguido?

quarta-feira, janeiro 03, 2007

Novo ano. Estou com um estranho problema com a net em casa. Parece ser de luas.
A passagem de ano lá se passou, foi porreira mas, por mais que se faça há sempre qualquer coisa que parece que nunca encaixa na perfeição. Temos a consciência disso. Vivemos com isso.
Não seria inteligente tourear o Natal? As promoções começam agora, está tudo mais barato. O Natal implica que paguemos o dobro por objectos que poderão não servir o propósito... e como eu fico danado com isso.
Há dias que me apetecia ir para casa e ficar a vegetar, com consumo de 2 ou 3 gomas ursinho por hora. Há dias assim, mas também os há diferentes.
Olha, chega aqui!

sexta-feira, dezembro 29, 2006

Os tempos correm como loucos e lá vai mais um ano. A inexorável marcha do tempo que nos deixa para trás. Bem, como se a meia noite do dia de ano novo não fosse igualinha às outras. Somos génios de proformas! No Natal é com a família pois o ano novo é para os amigos... o resto do ano somos zombies.
Bem, tentando não dar tiros nos pés, desejo-vos um bom acompanhamento da marcha inexorável do tempo!

terça-feira, dezembro 26, 2006

"Trás a tua melhor faca para cortarmos isto em dois... e amanhã esquecer"
Pelo menos até outro amanhã.

quarta-feira, dezembro 20, 2006

Tempos estes

Estamos sempre a pedi-las. Pensa-se em fazer aquilo que não se deve, pondera-se, volta-se a pensar. Não, não porque isto e porque aquilo. Sim, sim porque isto e porque aquilo. Estou baralhado. Pensa-se que o que não se deve fazer está mal, porque está. Mas se está mal porque é que se tem um impulso forte em fazer asneira? Talvez porque por momentos esqueçamos tudo aquilo que nos rodeia e voltemos à selva!

Pensando bem, não há altura mais individualista e em que exarcebemos mais o espírito do "estás na selva pega em paus" que o Natal. A busca do presente perfeito faz com que façamos um Natal para cada um de nós. Cada individuo está incutido pelo seu próprio espírito de dar e receber, estando-se nas tintas para o outro que co-habita com ele nas grandes superficies comerciais! Qualquer um dos compradores fraternos tornar-se-á sélvatico se alguém se intrometer entre o próprio e a sua prenda.

Pensemos no slogan do dar para receber e vamos lá descobrir que só damos para receber! O Natal está assim na base de toda a ecónomia de mercado.

quinta-feira, dezembro 14, 2006

Baseline

Estou em screen saver. O meu metabolismo está a queimar só as oses necessárias para mexer os dedos e manter as funções vitais. Com este ritmo, gastaria o equivalente a umas 3 gomas ursinho/dia, tornando-me assim num ser humano bastante económico. O meu cérebro recorre já a um disco externo e a uns quantos "post-it's"estando subcarregado a processar zeros e uns, na escala do bit.
Este seria o estado normal. Que há mais para fazer? À exepção do pessoal que trabalha na fábrica de gomas aos outros restaria vegetar! Isso e em vez de me levantar para falar com o colega na ilha em frente, gastar a energia para telefonar. Assim é que se faz, é o proforma das coisas. Entro às nove, saio às seis, telefono para alguém a 5 metros e consulto bebo o café depois de almoço...
Manual das pessoas normais: 17€ com oferta do best seller: Sei lá, ou qualquer obra do Paulo Coelho.

quarta-feira, dezembro 13, 2006

Enrabadinho...

Vou comprar um carro. Sempre que falo disto penso num processo sem fim, muito complicado e que há de acontecer um dia. Realmente chateia-me aquele corre corre de documentos... um recibo da água certidão disto, pagamento para aquilo. Por mim, pegava num molho de notas e dizia: "é aquele faz favor". Não tenho o molho de notas mas mesmo que o tivesse de certo ele me perguntaria por um documento tramado qualquer. Ah pois claro, com certeza... tem ai o certificado que comprova que era membro do clube de xadrez no 7º ano? E claro que também vai precisar do detector da via verde e dos recibos dos parque cobertos. Também é preciso a sua certidão de nascimento e prova de que nunca molestou animais.
Mas porque tanta desconfiança? Tantaa devassa da vida pessoal? Razões canhotas de lado, se eu não pagar fell free to claim the car back! É simples! Eu é que devia desconfiar, olhe lá, eu vou querer ver o seu cadastro, o livro amarelo e por favor, wip that false smile off your face! E não vou traduzir.
Temos como certo que seremos enganados... estamos nos rápidos e a nossa única escolha é a forma como aterramos depois de cair da cascata!

quarta-feira, dezembro 06, 2006

Vidro velho vira novo

Há uma sofrega necessidade pelo original. Tanta tanta, que posso dizer que já é normal ser-se original, já se torna banal. Se eu for banal, como toda a gente é original eu torno-me verdadeiramente original sendo simplesmente banal. Mas, como todos são originais que tenho eu de fazer para ser banal? Neste mundo de originais o banal é ser original mas, eu quero ser banal, logo sou original!
Este é o resultoda dum qualquer fala-escreve. Isto para dizer queo que parece ter alguma piada enquanto oculto deixa logo de o ter ao ser esgravatado. Qualquer coisa hoje em dia é estanpado em T-shirts ou em canecas do leite.
Mesmo a literaturas blogueana.
Eu bem tento fugir ao banal, tento ser original, mas sou mesmo na realidade banal. O que até é bom, pois o banal é original!
"Preciso de falar em certos assuntos para me sentir normal!"

segunda-feira, dezembro 04, 2006

bixaniches

Não gosto nada que se ponham a bixanar à minha frente. Cada vez há mais segredinhos, segredinhos de estado. Se fossem expostos seriam por certo ridículos, minha nossa. Mesmo assim, sendo informações que nada de proveitoso acrescentariam à minha base de dados, mesmo assim é irritante como a porra. Infelizmente nos dias que passam não posso dizer tudo o que me passa pela cabeça... é outra forma de estado novo. Vou-me tentando convencer que sou eu que estou a rir e faço o que eles querem por escolha minha - eu é que estou a enganá-los!
Ontem levei uma alfinetada. Mas que alfinetada. Foi mesmo bem dada, na altura certa...

quinta-feira, novembro 30, 2006

Estava a escrever aqui qualquer coisita, espasmos mas, carreguei na tecla arrow up uma vez a mais e apaguei tudo. Pena, pois estavam aqui umas linhas interessantes. A história de como o mundo é pequeno, a daqueles que se esquecem de janelas abertas por onde larápios entram... nem sabem o que perderam.

O que importa é que o bébé do Luís nasceu bem, e é um granda rapagão.

sexta-feira, fevereiro 03, 2006

Descriminação

Longe vão os tempos onde, tolhidas pelo medo, as pessoas escondiam as suas diferenças, com medo de represálias sociais. Desde que o Homem é homem e a Mulher é mulher, o acto de apontar diferenças entre semelhantes é prática comum. Uns são mais altos, outros são mais claros, outros não têm um plasma... É da nossa natureza debicarmo-nos e assim surge a descriminação.
Quando digo que longe vão os tempos onde as "vergonhas" eram escondidas, não quero dizer de forma alguma que a descriminação esteja em vias de extinção, muito pelo contrário, está-nos no genoma! O que se passa hoje em dia, que acho tão triste como a descriminação negativa é a positiva. Concretizando num exemplo. As mulheres, e bem, debatem-se por direitos iguais aos dos homens, que embora legislados, tendem a não ser aplicados. Mas quando são descriminadas pela positiva, as feministas nada dizem. No caso dum filho de um empregado de um companhia de transportes, este tem um passe social gratuito até aos 25 anos ou até completar os estudos (o primeiro que suceda). Pois bem, no caso das mulheres, esta benece é dada até se casarem! Eu interpreto isto como um atestado de estupidez: "Enquanto não te casares, nem dinheiro tens para comprar um passe, deois o teu marido trás dinheiro para a família!". Não sei se isto ainda continua assim, mas se não continuar, não é decerto por esforço de uma qualquer organização feminista, que dessas nunca ouvi uma palavra!
Por estes dias aconteceu algo que me chamou a atenção nesta direcção. Não propriamente a ver com o feminismo mas a ver com a descriminação positiva. Foi o caso das duas mulheres que tentaram casar-se. Parece que nada tem a ver, mas eu acho que sim! A história de descriminação por serem lésbicas é no mínimo triste. Se for verdade, o que infelizmente penso que será, mostra a ignorância latente nas pessoas, que misturam tendências sexuais com capacidades de trabalho! Encontram-se desmpregadas mas têm um advogado a tratar do caso... Mostram-se na televisão, provocam um debate aceso. Quando eu as vi sair do cartório, de mão dada, com o povo a aplaudir pensei: "Meu Deus, estamos perdidos!". Então a massa que supostamente as descriminou agora vem aplaudir e diz que acha muito bem, elas que se casem se gostam uma da outra?
Eis um caso de procura da descriminação positiva. Não sei se levadas pela sede de protagonismo dum qualquer advogadozeco de 2ª, se fartas de ver o Castel_Branco na TV e pensarem podiamos ser nós... o que é certo, é que é a procura da descriminação positiva. Isto meus caros é triste. Por mais que a fama é efémura e daqui a uns tempo tudo voltará ao normal. Daqui a uns anos, estarão a folhear as revistas, amarelecidas pelo tempo, onde deram insipientes entrevistas... e do número do advogado já ninguém responde!